Site independente feito por torcedores. Sem vínculo com a NTT IndyCar Series.

Baku City Circuit

Herta mira F1 até 2028: “Ainda tenho chance”

28 de setembro de 2026

Compartilhar
Herta mira F1 até 2028: “Ainda tenho chance”

A temporada de estreia de Colton Herta na Fórmula 2, depois de anos de estrelato na IndyCar, segue complicada, mas o americano ainda mira uma vaga na Fórmula 1 até 2028.

“Seria tolice ficar aqui pensando que vou entrar no ritmo logo de cara, que vou estar no ritmo e pronto para vencer logo na minha primeira corrida. Posso ser mais velho, mas, em termos de velocidade, esses caras são tão rápidos quanto qualquer outro lá na pista”.

Foi assim que Herta encarou sua aposta de mudar da Indy para a F2 enquanto perseguia seu sonho da F1, e até agora ele tem se mostrado certo — na verdade, mais do que imaginava inicialmente.

A promessa da Cadillac sabia muito bem que a F2 era um campeonato complicado para estreantes, especialmente ao pular a F3 e ter que dominar os pneus Pirelli desde o início, mas certamente não esperava ter tantas dificuldades quanto tem enfrentado.

O piloto da Hitech ocupa a 19ª posição no campeonato de pilotos, com 26 pontos, tendo como melhor resultado o quinto lugar na sprint de Barcelona – após largar em terceiro no grid invertido. Ele não consegue explicar essa falta de desempenho.

Questionado pelo Motorsport.com em uma entrevista exclusiva sobre o que exatamente tem sido difícil para ele entender, Herta respondeu: “Nada em particular, tem sido tudo isso. Infelizmente, não houve muitos aspectos positivos em nenhum momento. Por alguma razão, o ritmo tem sido nulo, e nada realmente mudou".

“Não está claro por que não conseguimos ter um fim de semana consistente do início ao fim, com um desempenho totalmente forte. Acho que é simplesmente incompreensível ter ficado três segundos atrás na classificação aqui. Isso simplesmente não faz sentido algum para mim".

Questionado se teve dificuldade para se acostumar com o carro ou com os pneus, Herta esclareceu: “Inicialmente, não. Nos testes de pré-temporada, estávamos bastante competitivos. Em todos os testes particulares que fiz, fui rápido, mas, por alguma razão, nos finais de semana de corrida, isso simplesmente nunca se traduziu em resultados".

A análise dos números confirma a visão do americano. Após fechar os testes de pré-temporada em Barcelona a 0s574 da marca de liderança registrada por Rafael Câmara, Herta registrou um déficit médio de 0s848 nas classificações das cinco primeiras etapas.

Nas oito rodadas seguintes, a margem para a pole subiu para 1s088, culminando no 'desastre' de Baku, onde ficou 3s091 atrás no Q2. Os acidentes também têm se tornado cada vez mais frequentes, com nada menos que três nas etapas de Monza e Madri.

“É frustrante, mas tudo o que podemos fazer é continuar tentando”, lamentou Herta. “Acho que, sem saber se essa será a última [da temporada, com Catar e Abu Dhabi ameaçados devido ao conflito no Oriente Médio] ou se teremos mais, vamos continuar trabalhando como se tivéssemos mais duas corridas pela frente. Vou tentar tirar o máximo proveito disso".

É justo dizer que esta temporada não tem sido exatamente incrível para as ambições de Herta na F1, especialmente considerando que o CEO da Cadillac F1, Dan Towriss, esperava que o americano terminasse entre os 10 primeiros no campeonato, o que está praticamente fora de alcance.

A Cadillac havia deixado claro que seu piloto de testes e desenvolvimento tinha uma chance real de conquistar uma vaga na F1 em um futuro não muito distante se tivesse um bom desempenho na F2, mas Herta disse que não recebeu um retorno da equipe sobre seu desempenho na categoria de formação.

O vice-campeão da Indy de 2024 acrescentou que está atualmente em negociações com a equipe de F1 sobre seus planos para 2027 e esclareceu, em meio a notícias conflitantes da mídia, que não descarta uma segunda temporada na F2 – embora isso claramente não seja sua prioridade.

“Eu disse ‘não tenho interesse’”, destacou Herta. “Este ano, acho que se houvesse um progresso claro e tudo mais, seria mais interessante voltar, mas não há nenhum progresso".

“Tenho trabalhado muito mais com a equipe de F1 agora no que diz respeito a simulações. Acabei de fazer um dia de TPC [Testes com Carros Anteriores] na segunda-feira, que foi muito bom. No simulador de F1 e nos testes do TPC, o ritmo tem sido realmente forte, mas, por alguma razão, isso simplesmente não está se refletindo na F2".

No entanto, quando perguntado se ele ainda estava definitivamente na lista da Cadillac para 2027, Herta respondeu: “Não tenho nada definido para o ano que vem no momento, mas estamos conversando, analisando quais são as oportunidades para mim dentro da equipe".

E quando perguntamos se ele consideraria um retorno à Indy, Herta deixou claro qual é sua prioridade: “Tudo depende de como será o próximo ano. Meu foco ainda é chegar à F1, e ainda acho que tenho uma chance de conseguir isso nos próximos dois anos. Mas não sei exatamente; preciso aguardar para ver quais são os planos da Cadillac para mim".

“E assim que eu souber disso, poderei tomar mais decisões sobre se estarei na F1 ou não. Como seria isso em termos de, por exemplo, um papel de reserva? Seria ainda um papel de piloto de testes? Se for esse o caso, em que outras categorias eu poderia correr nesse período para me manter ocupado?"

“Então, infelizmente, não há muito o que dizer no momento, até que eu tenha planos mais concretos para o ano que vem – só então poderei organizar tudo em torno disso".

← Todas as notícias